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Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal do Estado de Mato Grosso

                                                 BOLETIM 30 de Junho de 2004

   BOLETIM ESPECIAL DA GREVE

 

Salário Mínimo da Vergonha

 

Em 2002, Lula se comprometeu em seus 4 anos de mandato a dobrar o salário mínimo (SM), em termos reais, ou seja, descontada a inflação. Este compromisso se ligava às expectativas de 53 milhões que votaram em Lula. Pois a elevação do salário mínimo além de aumentar os benefícios previdenciários de milhões de brasileiros, tem um efeito gigantesco na economia como um todo.

O aumento do SM beneficia diretamente 42 milhões e 400 mil que ganham até 2 SM - destes 21 milhões e 600 mil ganham até um 1 SM. Assim o aumento repercute diretamente na renda da grande maioria do povo, justamente os setores os mais pobres da nação. Além do impacto direto na renda, estima-se que só a elevação de R$ 260 para R$ 275, geraria em torno de 200 mil novos empregos.

Na votação em 2003, o governo justificou o pífio aumento, pelo fato de que o orçamento era ainda o que foi deixado por FHC. Mas, agora em 2004, com o orçamento aprovado pelo governo Lula como explicar tamanha vergonha?

Sim, pois segundo o próprio governo, a elevação de mais R$ 15 no salário mínimo custa apenas R$ 2,1 bilhões no orçamento. Este gasto é discutível, pois não são considerados os efeitos como o crescimento na economia que reflete em aumento de arrecadação, diminuição de gastos compensatórios do governo, como no seguro desemprego, que este ano consumirá R$ 7,6 bilhões, dentre outros. Mas mesmo supondo esse custo oficial, são inevitáveis algumas comparações:

-A meta de superávit com o FMI é de R$ 32,6 bilhões de janeiro a JUNHO, e apenas de janeiro a MAIO, o superávit foi de R$ 38,2 bilhões, a folga de superávit, é equivalente ao aumento de mais R$ 60 o SM!

-A dívida pública, que apesar dos superávits recordes continua em crescimento, e chega a R$ 946 bilhões. Uma redução de apenas 3% na taxa de juros seria suficiente para aumentar em aproximadamente mais R$ 150 o salário mínimo;

-Foram pagos de juros até maio R$ 51,9 bilhões, se este dinheiro não tivesse ido para os banqueiros, daria para pagar um salário mínimo de R$ 630!

Como vemos, se o governo parar de favorecer os banqueiros e especuladores, encontrará facilmente os recursos necessários para melhorar a vida da maioria do povo.

 

Washington Luiz Moura Lima

Economista

 

Fonte: SINDIJUFE – MATO GROSSO

 Quadro Nacional da Greve – 30 de junho de 2004 – 08:00 horas

 Aqui estão listados somente os Estados em greve.

 Os i-mobilizados ou em estado de grave ou em estado de nada, não constam nesse quadro.

* 10 (DEZ) Estados lutadores em Greve e desses 09 (NOVE) estão em Greve por Tempo Indeterminado (GTI).

 Além dos Estados em greve, mais 02 estão com greves já aprovadas em Assembléia para os próximos dias. 

Sindicatos

Greve por tempo indeterminado

Greve de 24 horas

Paralisações Parciais

  1. Sindijufe/MT

JF:desde 19/05

43 dias em greve

JT:desde 25/05

37 dias em greve

JE:desde 01/06

30 dias em greve

 

 

  1. Sintrajufe/MA

JT e  JF

 

 

  1. Sintrajusc/SC

JT

 

 

  1. Sintrajufe/RS

 JT

 

 

  1. Sindjus/DF

Todo o Judiciário Federal

 

 

  1. Sinjutra/PR

JT:  Desde 01/06

 

 

  1. Sindjufe/BA

JT

 

 

  1. Sinjufego/GO

JF

 

 

  1. Sisejufe/RJ

JF 

 

 

  1. Sintrajud/SP

 

JF

TRF

30/06

 

  1. Sindjuf/PB

 

JT

24 horas

Toda 5ª feira

JE

2h toda

5ª-feira

  1. Sintrajurn/RN

 

 

Paralisações de duas horas todas as sextas-feiras

 

Comando Nacional de Greve

Ministros devem discutiram  ontem  dia 29/06 o  projeto da GAJ

A Fenajufe obteve a informação de que ontem  dia 29/06, o chefe da Casa Civil, José Dirceu, estaria se reunindo com os ministros da área econômica do governo. O encontro estava previsto para iniciar às 17h. Na pauta, entre outros assuntos, estará o Projeto de Lei nº 3804, que trata do aumento da GAJ de 12 para 30%.

MATO GROSSO VAI AO CONGRESSO

Ontem, dia 29, os funcionários públicos do Judiciário Federal em Mato
Grosso, em greve há mais de 40 dias, em comissão enviada a Brasília para
reforçar a greve na capital federal e para reforçar o comando nacional e
estadual de greve, fizeram visita ao Congresso.
Essa visita serviu para conversar com os deputados e senadores de Mato
Grosso, no sentido de garantir seu apoio ao PL 3804/2004, para a atualização
da GAJ no índice de 30%.
Percorremos todos os corredores dos Anexos II e III da Câmara, indo a todos
os gabinetes dos deputados federais de nosso estado. Os deputados que ainda
estavam presentes em Brasília estavam participando de reuniões das várias
comissões da casa ou mesmo no Plenário. Aliás, no Plenário, foi incrível a
falta de equiparação do número de deputados "presentes" com o número dos
deputados presentes. Constavam todos em plenário, mas encontramos uma dúzia
de gatos pingados realmente lá.

Por outro lado, muitos parlamentares não puderam ser encontrados por conta
da realização das convenções dos partidos em seus estados. Como hoje será o
último dia para realização dessas convenções com vista às eleições de
outubro, a maior parte dos congressistas estavam realmente nos estados.

Ainda assim, a comissão de Mato Grosso foi a todos os gabinetes e deixou
mensagens aos deputados, na certeza de que o que realmente importa não são
essas visitas por si só, mas o contato direto com os parlamentares para que
hipotequem realmente seu apoio ao PL 3804/2004. O único deputado com quem
conseguimos conversar foi o Carlos Abicalil, que encontramos por acaso no
corredor, às portas de seu gabinete. O deputado estava voltando de uma
reunião com as lideranças de seu partido sobre a possível prorrogação dos
trabalhos do Congresso para 15/07/2004. Apesar de muito se falar sobre essa
prorrogação, Abicalil assegurou que não há nada garantido ainda sobre se vai
ou não haver essa prorrogação.

 

Caso haja prorrogação, segundo o deputado, será já amarrada para uma pauta
específica, anteriormente definida. No final da conversa, o deputado Carlos
Abicalil renovou seu apoio, já assegurado quando da reunião da semana
passada em Cuiabá com representantes do Sindijufe/MT eleitos em assembléia,
realizada em Cuiabá..

A visita ao Congresso contou com a presença dos servidores enviados a
Brasília, Ana Luiza Muller, Oliveira, Amer, Sandro e Joãovanildo. Também
presente em Brasília, o colega Jefferson Alecxande foi destacado para ficar
"de babá" para o já conhecido Policarpo Quaresma, uma vez que estávamos
todos aqui aguardando que fosse confirmada uma reunião entre a Fenajufe e os
ministros Nelson Jobim e José Dirceu, para tratar do reajuste da GAJ.
 
 Ainda, quanto a vista à câmara dos deputados, estivemos no gabinete do
relator do nosso projeto, Deputado Paulo Rocha, do PT/PA. Como o deputado
também não estava presente, conversamos com sua chefe de gabinete, que nos
adiantou duas coisas: o PL 3804/2004, até por sua matéria, possivelmente não
será levado à votação em Plenário, saindo do trabalho nas comissões já com
uma redação conclusiva e objeto de acordo entre o governo e o autor do
projeto (STF). Não sendo levado ao Plenário, o trabalho que se pode esperar
de nossos deputados e senadores é o lobby junto às lideranças e ao governo
para a aprovação de termos justos aos servidores federais.

A assessora do deputado Paulo Rocha também nos adiantou que, como o deputado
está às voltas com os trabalhos em várias outras comissões, por conta da
importância e do PL 3804/2004, bem como às pressões que já vem sofrendo, não
terá como administrar sua atuação de relator desse projeto, razão pela qual
entrará com pedido de redistribuição do mesmo. Como poderá haver acordo,
relatoria não ficaria prejudicada.

 COMISSÃO DE MATO GROSSO EM BRASÍLIA
COMANDO NACIONAL DE GREVE